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Uma noite mal dormida pode começar em um colchão inadequado

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Praticamente um terço das nossas vidas é dedicado ao sono.

As indústrias de colchão utilizam esse mote para nos convencer de que é preciso pensar no assunto, e eles estão certíssimos. Afinal, passar um terço de nossa vida sobre uma estrutura que faça mal à nossa coluna certamente pode nos trazer inúmeros problemas de saúde. Uma noite mal dormida traz mau humor, dor eventual na coluna, dor de cabeça e indisposição. Imagine isso acontecer continuamente…

Durante o sono, aumentamos a capacidade de produção de defesas e nutrientes.

“Enquanto dormimos, nosso corpo produz seratonina, substância P e melatonina. São substâncias que provocam bem-estar e agem como filtros do nosso organismo a situações de estresse e ansiedade. Enquanto dormimos, aumentamos nossa capacidade de produção de defesas e nutrientes para nosso corpo. Quem dorme bem tende a ter mais saúde”, garante o reumatologista e fisiatra Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia e professor de reumatologia da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Segundo ele, a partir do nosso nascimento até os cinco anos de idade, é durante o sono que as crianças crescem, entre 20 horas e 24 horas. A partir dos 10 anos, o mesmo acontece, mas entre 22 horas e 2 horas. A qualidade do sono mais uma vez é fundamental para a nossa saúde. “Precisamos de, em média, sete horas de um sono bom. Mas o mais importante não é o número de horas dormidas. Importante mesmo é a qualidade do sono. Seis horas de uma noite bem dormida é muito melhor que oito horas de uma noite mal dormida. Entre as 22 horas e 2 horas, atinge-se a maior profundidade do sono. Numa escala de 1 a 5, que são os níveis do sono, é nesta fase que se atinge a escala 5”, explica o médico do CREB.

É nesse contexto que o colchão merece uma maior atenção. O tradicional colchão ortopédico, duro, não é mais utilizado nem recomendado. Na verdade, segundo o Dr. Haim, não é a gente que tem que se moldar ao colchão, mas sim o contrário. “O colchão precisa ser firme porém macio. E adequado ao seu peso. Pode ser de espuma ou de molas, mas se for de molas que seja de molas individuais porque o colchão de molas com tela metálica não possibilita a distribuição homogênea do peso do casal”, orienta. “Se você não tem noites de sono reparador, deve consultar um especialista, pois isso é fundamental para sua saúde. Uma noite mal dormida pode começar no uso de um colchão inadequado”, finaliza ele.


Uma boa noite de sono é fundamental para a qualidade de vida

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Um terço da nossa vida é dedicado ao sono e isso já é um motivo suficientemente forte para darmos mais atenção a este assunto. Mas não é o que geralmente acontece. A maioria das pessoas trata o sono como uma simples atividade do seu dia-a-dia e não se preocupa em buscar uma maior qualidade a este sono, utilizando, por exemplo, travesseiro e colchão adequados, além de um ambiente propício. Noites mal dormidas podem se transformar em mau humor, dor na coluna, dor de cabeça, indisposição e, mais do que isso, menos qualidade de vida.

“Estudos comprovaram que durante o sono é que o nosso organismo produz serotonina, substância P e melatonina, ou seja, substâncias que nos produzem sensações de bem-estar e agem como filtros do nosso organismo a situações de estresse e ansiedade. Aliás, uma das doenças mais freqüentes causadas pela baixa presença destas substâncias é a fibromialgia. Além disso, durante o sono aumentamos a nossa capacidade de produzir defesas e mais nutrientes para o nosso organismo. Quem repousa tende a ter mais saúde do que aqueles que não dormem bem”, explica o Dr. Antônio d’Almeida Neto, reumatologista e fisiatra do CREB, Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

– Na fase do nascimento até os 5 anos, é durante o sono que as crianças crescem, entre 20 horas e 24 horas. E no caso de crianças a partir de 10 anos, esse processo de crescimento também acontece durante o sono, entre 22 horas e 2 horas – acrescenta ele.

Segundo o médico do CREB, estudos indicam que o ser humano precisa, em média, de sete horas de “bom e regular sono”. Segundo ele, “mais importante que a quantidade de horas dormidas é a qualidade do sono. Entre as 22 horas e 2 horas, atinge-se a maior profundidade do sono. Numa escala de 1 a 5, que são os níveis do sono, é nesta fase que se atinge a escala 5”.  O dr. Antônio garante que é preciso buscar um ambiente sossegado, sem barulhos, para um bom sono. E dá uma dica para aqueles que têm dificuldade de dormir: ouvir música de câmara, baixinho, ajuda a estimular o sono.

O colchão e o travesseiro devem merecer atenção especial. Em relação ao travesseiro, o médico do CREB explica que ele precisa ocupar o espaço entre o colchão e o rosto da pessoa, permitindo que seu pescoço fique numa posição reta e preenchido o espaço entre a cabeça e o colchão. Quanto ao colchão, os cuidados devem ser redobrados.

– O conceito tradicional que colchão ortopédico é o colchão duro cai em desuso. Não é você que tem que se amoldar ao colchão e sim vice-versa. Ele precisa ser suficientemente macio e firme. Por isso é fundamental adequá-lo ao seu peso. Pessoas entre 40 e 60 quilos devem optar pela densidade D28. Acima de 60 e até 80 quilos, escolha a densidade D33. Acima disto, opte pela densidade D45, até 90 quilos, e acima deste peso deve-se utilizar a densidade D60. O colchão pode se de espuma ou de molas, mas no caso de molas o ideal é colchão de molas individuais porque o colchão de molas com tela metálica não possibilita a distribuição homogênea do peso do casal – ensina o médico.


Aumento da longevidade traz maior número de fraturas

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  • O aumento da longevidade faz com que a progressão do número de fraturas seja cada vez mais expressiva. A ocorrência da fratura do quadril, pela sua alta taxa de mortalidade e morbidade e pelo alto custo de tratamento, é o mais importante marcador da efetividade no tratamento da osteoporose. Em países e sistemas que, especialmente na última década, vêm investindo na prevenção da osteoporose e de suas consequências, o número de fraturas do quadril vem diminuindo. O que eles têm em comum é a prevenção secundária de fraturas, ou seja, evitar a fratura seguinte. Visto que metade dos pacientes que tiveram uma fraturado quadril teve uma fratura prévia e que os tratamentos disponíveis provaram ser extremamente eficientes para diminuir fraturas subsequentes, boa parte das fraturas de quadril é evitável. É nesse cenário que o ortopedista desempenha um papel preponderante.

A afirmação é do ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Bernardo Stolnikci, coordenador do CREB Prevrefrat, programa de prevenção da refratura da clínica. Segundo ele, a osteoporose é definida como uma doença óssea caracterizada pelo comprometimento da resistência óssea que predispõe a um aumento do risco de fratura. A fratura por fragilidade óssea é a maior expressão clínica dessa doença. Fratura por fragilidade é definida pela Organização Mundial de Saúde como “uma fratura causada por um trauma que seria insuficiente para fraturar um osso normal, resultado de uma redução da resistência compressiva ou torsional”. Do ponto de vista clínico poderia ser definida como uma fratura que ocorre como o resultado de um trauma mínimo, como uma queda da própria altura ou menor ou por trauma não identificado. As fraturas por fragilidade típicas incluem vértebras, fêmur proximal (quadril), rádio distal e úmeroproximal. Uma fratura por fragilidade é o indicador mais forte de risco de futura fratura. Pacientes que tiveram uma fratura em qualquer sítio têm aproximadamente duas vezes o risco de apresentar uma futura fratura em comparação com indivíduos que nunca tiveram tal lesão.

O ortopedista do CREB relata que no Brasil, o número de pessoas que têm a doença chega a10 milhões e os gastos com o tratamento e a assistência no Sistema Único de Saúde (SUS) são altos. Só em 2010, o SUS gastou aproximadamente R$ 81 milhões para a atenção ao paciente portador de osteoporose e vítima de quedas e fraturas.

  • Um paciente com fratura por baixo trauma do punho, quadril, úmero proximal ou tornozelo tem quase quatro vezes maior risco para fraturas futuras. Pacientes com uma fratura vertebral terão novas fraturas vertebrais no prazo de três anos, muitos já no primeiro ano. Um paciente com uma fratura vertebral tem quase cinco vezes mais risco de uma futura lesão semelhante e o dobro do risco para fratura do quadril e outras fraturas não vertebrais. Pacientes que sofreram fratura do punho têm quase duas vezes o risco relativo de uma futura fratura do quadril. Fraturas secundárias ocorrem rapidamente após a primeira fratura. O risco de fraturas subsequentes parece ser maior, logo após uma fratura, especialmente no primeiro ano. Pacientes que tiveram uma fratura do quadril formam o grupo de maior risco para fraturas futuras e devem ser priorizados para avaliação e início de tratamento para evitar outras fraturas secundárias. Ao contrário do que se possa imaginar, esses pacientes podem se beneficiar muito do tratamento. Iniciativas para evitar fraturas secundárias (subsequentes) devem ser oferecidas a todo homem e mulher acima dos 50 anos que tiveram fraturas por fragilidade, pois essas fraturas podem preceder uma fratura do quadril no ciclo que uma fratura conduz a outra (“cascata fraturária”). Uma fratura por fragilidade inicial é o suficiente para requerer uma avaliação que inclui medição da densidade mineral óssea com avaliação do risco de fratura e início de tratamento, se não houver alguma contraindicação formal – explica ele.


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